ONU: Energias renováveis já podem competir com petróleo

Solar Fotovoltaico

Chama a atenção o número de chineses, europeus e japoneses no elegante hotel St. Regis, em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos. Eles celebram a boa notícia, por mais estranho que pareça para uma das mais famosas cidades do Golfo Pérsico, enriquecida à base de petróleo: as energias renováveis deixaram de ser uma opção marginal na matriz energética global.

Está tudo no novo estudo lançado na reunião com mais de mil participantes de 151 países mais a União Europeia: o custo de geração de eletricidade a partir de biomassa, hidroeletricidade, geotérmica e eólica produzida em terra já é competitivo, mesmo com a forte queda do preço do petróleo.

O desempenho do custo de produção da energia solar é o mais impressionante: caiu pela metade entre 2010 e 2014, aumentando sua competitividade em larga escala, diz o “Renewable Power Generation Costs in 2014”, nome do novo estudo. 2014, o ano mais quente já registrado, também deve ser o ano em que, estima-se, será batido outro recorde, mais animador – o número de novos empreendimentos de energias renováveis no mundo.

Nos últimos três anos, os investimentos na capacidade de geração chegaram a US$ 250 bilhões ao ano, volume é cinco vezes superior ao de uma década atrás. “Em poucos anos de incrível crescimento, as energias renováveis passaram a ser uma contribuição importante no mix energético mundial e prometem ser o motor da economia do futuro”, disse o queniano Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

“Inovação e investimentos fizeram com que os custos caíssem dramaticamente, enquanto novos mecanismos de financiamento para energias limpas tiveram crescimento meteórico”, afirmou, no discurso de abertura da 5ª Assembleia da Irena, sábado, em Abu Dhabi. No entendimento dos especialistas da Irena, o maior fórum mundial de estudos e promoção de energias renováveis, a vertiginosa queda dos preços do petróleo não tem impacto significativo neste segmento do mercado.
“A queda de preço afeta apenas cerca de 5% da geração de energia elétrica”, estima Amin. “O uso de petróleo na produção de energia elétrica caiu substancialmente nas últimas décadas. Era algo próximo a 25% no início dos anos 70”, estima (Assessoria de Comunicação, 19/1/15)

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